Engajamundo e do Pasto ao Prato renovam parceria na campanha O Rastro da Carne
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A terceira edição da campanha O Rastro da Carne renova a parceria entre Engajamundo e do Pasto ao Prato. Com formação sobre pecuária e uso do aplicativo, jovens são mobilizados para registrar produtos nos supermercados e contribuir com dados que ajudam a compreender a cadeia da carne bovina e seus riscos socioambientais.
Uma visita ao supermercado pode ser também uma oportunidade de contribuir para a ciência. Ao consultar o carimbo de inspeção sanitária de uma embalagem de carne e registrar onde encontrou o produto, qualquer pessoa pode ajudar a tornar mais visíveis as conexões entre frigoríficos e supermercados.
Essa possibilidade de participação e engajamento é o que move a campanha O Rastro da Carne 3.0, do Engajamundo, que renova pelo terceiro ano a parceria com o do Pasto ao Prato. Liderada por jovens, a organização capacita a juventude brasileira a influenciar políticas públicas e liderar ações práticas contra a crise climática e as desigualdades socioambientais. Nesta edição, a parceria se renova para que os jovens possam conhecer melhor a cadeia da carne bovina e contribuir com registros por meio do aplicativo.



No dia 24 de setembro, uma formação reuniu participantes da campanha para conversar sobre pecuária, clima, rastreabilidade e os aspectos sanitários, ambientais e de direitos humanos que atravessam essa cadeia.
Durante o encontro, Dari Santos, líder de Impacto da iniciativa do Pasto ao Prato, apresentou as etapas da produção bovina e os desafios do monitoramento socioambiental. Antes de chegar ao frigorífico, um animal pode passar por diferentes propriedades nas fases de cria, recria e engorda. Conhecer essas movimentações é importante para avaliar os riscos ao longo do percurso.
A formação também abordou os mecanismos de monitoramento na Amazônia e no Cerrado, as lacunas relacionadas aos fornecedores indiretos e o papel dos supermercados na adoção de práticas de compra mais responsáveis.
Outro ponto discutido foi a diferença entre marca, empresa e unidade processadora. A marca na embalagem, por si só, não permite avaliar o desempenho socioambiental da carne. O carimbo de inspeção sanitária ajuda a identificar a unidade que processou o produto e a consultar os indicadores associados a ela.
Na parte prática, Tawana Miquelino, gerente de Produto do do Pasto ao Prato demonstrou como utilizar o aplicativo: localizar o carimbo na embalagem, escanear ou inserir seu código, selecionar o supermercado e consultar as informações disponíveis.
O registro do ponto de venda é uma contribuição essencial. Ele ajuda a conectar a unidade processadora ao local onde a carne é comercializada, ampliando uma base de dados que pode apoiar estudos, investigações e o acompanhamento de compromissos empresariais.
Para participar, não é necessário comprar o produto. A consulta pode ser feita diante da prateleira, seguindo as orientações da campanha. A diversidade de unidades processadoras e estabelecimentos registrados contribui para ampliar o conhecimento sobre o mercado brasileiro.
O aplicativo apresenta indicadores associados às unidades processadoras e às suas cadeias de fornecimento. Esses dados ajudam a compreender riscos e conexões, respeitando os limites das informações disponíveis.
O encontro também abriu espaço para dúvidas sobre códigos não encontrados, estabelecimentos ausentes e dificuldades no uso do aplicativo. Os participantes receberam orientações para encaminhar relatos e registros desses problemas à equipe.
Essa troca faz parte da colaboração: além de contribuir com dados, quem utiliza o app pode ajudar a identificar necessidades e aprimorar a experiência de consulta.
A formação contou ainda com a participação da Mighty Earth, em que Brenda Diniz, Campaigner pela Natureza e Clima, apresentou seu trabalho de análise das cadeias produtivas e discutiu a responsabilidade dos supermercados no acompanhamento de seus fornecedores.
A parceria entre dPaP e Engajamundo aproxima ciência, educação e participação cidadã. Os registros feitos pelos jovens ajudam a preencher lacunas de informação, enquanto as atividades da campanha ampliam a compreensão sobre a cadeia da carne e as responsabilidades de cada elo. Entre as ações previstas está levar o debate sobre a pecuária e seus impactos à COP da Biodiversidade, conectando a mobilização dos jovens às discussões internacionais sobre a proteção da natureza.
Para o dPaP, tornar a pecuária mais transparente exige colaboração entre consumidores, pesquisadores, organizações, empresas e poder público. A campanha mostra como uma ação cotidiana pode integrar esse esforço coletivo e contribuir para decisões mais informadas.
Informação é
poder de mudança